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Uma Economia Antifascista Serve à Dignidade e Democracia

Uma Economia Antifascista Serve à Dignidade e Democracia



Só  através da criação de uma economia  antifascista podemos perceber uma alternativa que sirva à dignidade, à democracia e ao combate às desigualdades. Os recentes resultados das eleições e o recente livro da Professora Isabella Weber nos mostram isto.

Em  seu livro  “Anti-Fascist Economics”, a Professora Isabella Weber, da Universidade de Massachusetts, Amherst, estabeleceu uma conexão entre a insegurança econômica, a disparada dos custos de itens básicos (alimentação, moradia, energia) e a ascensão de movimentos autoritários ou fascistas.

Ela argumenta que os Estados democráticos precisam intervir para garantir a acessibilidade a esses itens, de forma semelhante às transformações ocorridas durante a era do “New Deal, que romperam com a rígida ortodoxia econômica.

Tanto nos Estados Unidos, com Trump, como no Brasil com Bolsonaro, vimos essa rígida ortodoxia econômica sendo reforçada, trazendo desigualdade, inflação e o poder corporativo avassalador, além das ameaças à democracia, incluindo a tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Como mencionado no livro, acima citado, “economistas, com frequência, atuaram como profetas da subordinação ao mercado, acabando por pavimentar o caminho escorregadio em direção ao fascismo”.

O  alerta é de que, se levamos a sério a tarefa de salvar “a democracia e impedir o avanço do fascismo, precisamos de uma economia que sirva à democracia e coloque as necessidades e a dignidade das pessoas no centro”.

Nesta direção, a Professora Isabella Weber questiona o que significaria criar uma economia antifascista que garanta dignidade a todos. Ela faz isto usando e expandindo as ideias econômicas de John Maynard Keynes no que diz respeito à gestão de crises, à teoria dos preços e à intervenção estatal.

Nas suas conexões fundamentais com a economia keynesiana, a Professora Isabella Weber trata da analogia do dentista para economistas: Weber baseia-se diretamente em John Maynard Keynes para criticar economistas da corrente dominante (mainstream) pela obsessão com a pureza ideológica, em vez de tratarem dos problemas econômicos práticos.

 Assim como dentistas tratam uma dor aguda sem recorrer a dogmatismos ideológicos, Weber defende que os economistas deveriam abordar, de maneira pragmática, as crises emergenciais relacionadas ao custo de vida.

Em texto anterior, mostramos que a Professora Isabella Weber trouxe o debate de política monetária para uma dimensão social. No caso do Brasil, este debate poderá ser enriquecido por parlamentares tanto da direita democrática quanto de esquerda, em busca de um desenvolvimento sustentável.

É preciso compreender a contradição fundamental entre o governo do povo e o governo do mercado, que torna a democracia neoliberal vulnerável à ameaça do fascismo. O governo petista reconhece isto, mas por conta do modelo de frente ampla de governar termina cedendo ao governo do mercado, ou seja, à avareza e lucros das corporações.

Só em se divulgar que o Presidente Lula pretendia falar com o economista André Lara Resende, a reação negativa do mercado foi imediata. O governo petista, que  já levou o país ao bolsonarismo, vai ter que escolher entre governo do povo e governo do mercado, mantendo a ditadura dos juros a serviço da ganância e avareza.

No segundo turno das eleições, os estudantes, a juventude, os idosos, os verdadeiros cristãos, através de suas igrejas, incluindo a Carta dos Bispos, pedidos de vários pastores, religiosos do Candomblé e Umbanda votaram pela Fé e Democracia e não pelo mercado.

Por fim, o governo Lula 4 foi eleito para extinguir o fascismo, razão pela qual  tem-se que criar uma alternativa ou economia antifascista, a serviço da democracia e valores humanitários.

 



 

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